quarta-feira, 15 de abril de 2009

Educação a Distância no Brasil: um breve panorama

Embora exista no Brasil desde a década de 1920, a Educação a Distância tem, por vários e diferentes motivos, sido alvo de discussões e estudos nos últimos 20 anos. Durante muito tempo essa prática de ensino esteve, no Brasil, praticamente restrita a iniciativas de educação supletiva ou profissional de nível básico, provavelmente devido a crença de não seria possível manter uma educação regular a distância. Esse quadro começa a ser radicalmente modificado por uma gama de motivos, entre os quais vale destacar as modificações impostas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, aprovada em 1996 (a ser tratada mais adiante), e o advento das Tecnologias da Informação e redes de comunicação mundial, fator fundamental para o desenvolvimento dos novos meios de realização da educação a distância. No tocante às organizações públicas, a abertura para a realização da EAD ocorreu também, “mais intensamente, nas duas últimas décadas, em particular na formação continuada de profissionais em organizações de governo” (ENAP, 2006).

Para se realizar uma análise sobre a prática da educação a distância no Brasil, independente do contexto na qual pretende-se adotá-la, torna-se necessário, explicitar as bases legais nas quais ela se apóia, e ainda, levantar os pressupostos teórico-metodológicos que permeiam essa modalidade de ensino que, cujo desenvolvido acelerado nas últimas 2 décadas causou distorções e contradições nas discussões realizadas no meio acadêmico / escolar. Daí importância de uma reflexão mais ampla, na qual sejam repensados de maneira integrada os próprios conceitos de educação e tecnologia, de forma que, estando ambos compreendidos, seja possível a criação de propostas pedagógicas que explorem todo o potencial oferecido pela chamada Era Digital para a construção coletiva do conhecimento.

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